Ataques ucranianos forçam paralisação de refinarias russas e governo avalia proibir exportação de diesel
Ofensiva afeta 238 mil toneladas diárias de capacidade; produção nacional de combustíveis passa para o controle estrito do Estado
Uma onda de ataques de drones conduzida por militares ucranianos nas últimas duas semanas forçou refinarias estratégicas na região central da Rússia a suspenderem totalmente suas operações ou reduzirem drasticamente o fluxo de produção. A ofensiva atingiu diretamente as instalações localizadas em Kirishi, Moscou, Nizhny Novgorod, Ryazan e Yaroslavl, plantas que respondiam, em conjunto, por mais de 30% do fornecimento nacional de gasolina e 25% da oferta de diesel. Segundo estimativas da Reuters, o volume de capacidade paralisada chega a 238 mil toneladas por dia, o que representa aproximadamente um quarto de todo o potencial de refino do país e restringe substancialmente a cadeia de suprimentos interna de energia.
Em resposta a esse estrangulamento logístico e físico, a produção de combustíveis foi colocada sob controle estrito do governo russo. O cenário de restrição impulsiona novas medidas de proteção ao abastecimento doméstico: além da proibição oficial já vigente para as exportações de gasolina até 31 de julho, o jornal The Moscow Times reporta que as autoridades estão em estágio avançado para implementar um bloqueio também às exportações de diesel e querosene.
No mercado físico, o impacto na disponibilidade é imediato e mensurável. As vendas de gasolina e diesel oriundas das plantas de Ryazan e Yaroslavl foram suspensas ou sofreram reduções drásticas na Bolsa Mercantil Internacional de São Petersburgo na última semana. Instalações essenciais como Kirishinefteorgsintez (KINEF) encontram-se inoperantes desde 5 de maio, enquanto as unidades de Ryazan e de Moscou paralisaram suas atividades nos dias 15 e 17, respectivamente.
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