Colheita de algodão em Mato Grosso atinge 4,14%; chuvas comprometem qualidade da pluma
Dados do IMEA mostram atraso em relação à média histórica, enquanto Conab projeta queda de 1,8% na produção da safra 2025/26
A colheita de algodão em Mato Grosso segue em ritmo consideravelmente lento nesta safra. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta sexta-feira (17), os trabalhos de campo atingiram apenas 4,14% das áreas no estado. O percentual evidencia um atraso significativo em comparação ao mesmo período do ciclo passado, quando a colheita registrava 8,36%, e fica ainda mais distante da média dos últimos cinco anos para o período, estabelecida em 12,86%.
Esse cenário de atraso nas máquinas se desenha em meio a uma expectativa de retração na oferta estadual. Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de algodão em pluma em Mato Grosso — o maior produtor nacional da fibra — deve atingir 2,8 milhões de toneladas na safra 2025/26. O volume representa uma redução de 1,8% em relação ao total produzido no ciclo anterior, refletindo os desafios agronômicos enfrentados ao longo do ano.
Para agravar o panorama, fatores climáticos recentes têm gerado apreensão extra nas lavouras que aguardam a colheita. Paralelo aos dados oficiais, relatos colhidos pela equipe da AMR junto a diversos cotonicultores mato-grossenses apontam a ocorrência de chuvas fora de época nas regiões produtoras. Segundo os agricultores, as precipitações atípicas para este momento de maturação e colheita já estão comprometendo a qualidade da pluma no estado, o que pode impactar diretamente a rentabilidade final e a classificação do produto no mercado.
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