Exportações sauditas de fertilizantes despencam no primeiro quadrimestre de 2026 com bloqueio do Estreito de Ormuz
Amônia lidera as quedas com recuo de 51,4%, seguida pelo enxofre com -39,8% e pela ureia com -29,2%, apesar de esforços logísticos hercúleos para redirecionar cargas ao Mar Vermelho via rodovias
O conflito no Oriente Médio e o bloqueio do Estreito de Ormuz provocaram quedas expressivas nas exportações sauditas de fertilizantes e intermediários no primeiro quadrimestre de 2026. A amônia registrou o maior recuo, com queda de 51,4% — de 797,4 mil para 387,8 mil toneladas —, seguida pelo enxofre, que despencou 39,8%, de 1,56 milhão para 934 mil toneladas. A ureia recuou 29,2%, de 1,43 milhão para 1 milhão de toneladas, enquanto as exportações de DAP/MAP apresentaram queda mais moderada de 8,4%, de 1,78 milhão para 1,63 milhão de toneladas.
O impacto poderia ter sido ainda mais severo não fosse a vantagem geográfica da Arábia Saudita de ter acesso ao Mar Vermelho, com destaque para o porto de Yanbu. Para aproveitar essa saída alternativa, as empresas de fertilizantes do país realizaram um esforço logístico de grande magnitude, redirecionando por rodovias — atravessando o país de lado a lado — os volumes que normalmente seriam embarcados pelos portos do Golfo Pérsico. O desafio foi considerável, dado que praticamente todas as plantas produtoras de fertilizantes do país estão instaladas às margens do Golfo Pérsico, distantes dos portos do Mar Vermelho, tornando o transporte terrestre alternativo custoso e de capacidade limitada em relação ao escoamento marítimo habitual pelo Estreito de Ormuz.
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