Futuros do óleo de palma sobem na Malásia impulsionados por mandato de biodiesel na Indonésia e riscos climáticos
Avanço da mistura B50 na Indonésia e ameaças do El Niño reduzem expectativa de oferta exportável, enquanto demanda da Índia fortalece o mercado.
Os contratos futuros do óleo de palma encerraram em alta na Bolsa de Derivativos da Malásia nesta quarta-feira, impulsionados pela apreensão do mercado com a redução da oferta global. O contrato de referência para outubro subiu 11 ringgits, ou 0,24%, fechando cotado a 4.621 ringgits (cerca de US$ 1.131,77) por tonelada. O movimento de valorização reflete a combinação entre os riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño e o fortalecimento do consumo interno na Indonésia, decorrente da implementação do mandato de biodiesel B50. A nova política indonésia deve elevar o consumo anual de óleo de palma bruto no país de 15,2 milhões para uma faixa entre 16,3 e 17 milhões de toneladas, restringindo significativamente o volume disponível para exportação pelo maior produtor mundial da commodity.
Apesar da queda registrada em outros mercados de óleos vegetais — como o óleo de soja na Bolsa de Dalian (-1,4%) e na Bolsa de Chicago (-0,25%) —, o óleo de palma segue competitivo e negociado com desconto em relação aos concorrentes, o que sustenta a demanda global. Além disso, a expectativa de recuperação nas importações de óleos comestíveis pela Índia entre julho e outubro promete reforçar o suporte aos preços. O aquecimento da demanda indiana ocorre em resposta ao desaceleramento do esmagamento doméstico de soja e canola antes do período de pico das festividades no país, consolidando um quadro de oferta ajustada no cenário internacional.
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