Houthis atacam petroleiros no Mar Vermelho em retaliação à Arábia Saudita e impulsionam preços do Brent

Grupo iemenita afirma ter atingido duas embarcações para fazer cumprir bloqueio marítimo; tensão na região afeta exportações sauditas e eleva cotação do petróleo.

Publicado em 23 de julho de 2026 às 11:11
Pedro

Os Houthis do Iêmen reivindicaram a autoria de ataques contra dois petroleiros, Encelia e Layla, que transportavam petróleo bruto da Arábia Saudita pelo Mar Vermelho na noite de quarta-feira. Em um comunicado, o grupo afirmou se tratar de uma operação militar para fazer cumprir o bloqueio imposto à navegação marítima saudita, anunciado e em vigor desde o último dia 20 de julho. A Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKTMO) confirmou que uma embarcação foi atingida por um projétil não identificado, resultando em um incêndio a bordo, embora não haja relatos imediatos de vítimas ou vazamentos ambientais.


A ofensiva eleva a pressão sobre a infraestrutura de exportação da Arábia Saudita, que vinha redirecionando grande parte de seus fluxos de energia para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, devido aos constantes bloqueios intermitentes do Irã no Estreito de Ormuz, que asfixiaram o porto central de Ras Tanura. Diante da escalada, a Operação Aspides, força naval da União Europeia, recomendou que navios mercantes ligados a interesses de Israel, dos Estados Unidos ou da Arábia Saudita evitem transitar pelo Mar Vermelho e pelo Golfo de Áden até que o nível de ameaça diminua. O recrudescimento do conflito, que não via um ataque da milícia na região desde 29 de setembro, refletiu imediatamente no mercado financeiro, fazendo com que os contratos futuros do petróleo Brent fechassem com alta de US$ 3,06, cotados a US$ 94,07 o barril, mantendo a tendência de elevação nas negociações estendidas.

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