Panorama das operações da usina de etanol de milho da Evermat em Sinop (MT)
Instalada a partir da união de produtores rurais, planta industrial consolida rotina de produção de biocombustíveis com distribuição já estabelecida para além do estado
Em plena atividade desde que recebeu o aval da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 13 de maio, a usina de etanol de milho da Evermat S.A. vem consolidando suas operações no município de Sinop (MT). A liberação para o funcionamento (Autorização SPC-ANP nº 239/2026), que foi comunicada pela União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), estabeleceu o início prático da rotina industrial do complexo localizado às margens da rodovia BR-163.
A estrutura foi dimensionada para operar com uma capacidade nominal diária de 606 m³ de etanol hidratado e 585 m³ de etanol anidro. Além de focar na produção do biocombustível, o escopo de trabalho da unidade também engloba a geração de energia elétrica e a fabricação de co-produtos estratégicos derivados do processamento do milho, destacando-se o óleo de milho e o DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis).
A constituição da Evermat, também designada comercialmente como Indústria de Etanol Verde de Mato Grosso, é um reflexo do fortalecimento do cooperativismo regional. O projeto teve origem a partir da associação de 31 famílias de produtores rurais da área. A construção da usina foi fruto específico da união de alguns cooperados da Coanorte (Cooperativa Agroindustrial do Norte de Mato Grosso) na cidade de Sinop, que é reconhecida como um dos grandes polos sojicultores do país.
Com as operações ativas há mais de um mês, a companhia avalia o atual cenário como os primeiros passos de uma nova fase histórica. Alicerçando suas atividades em tecnologia, inovação e eficiência, a empresa foca em transformar o potencial agrícola da região em desenvolvimento econômico e valor agregado. O reflexo desse fluxo contínuo de trabalho já é percebido na logística de distribuição: o etanol fabricado pela Evermat já ultrapassou as fronteiras de Mato Grosso, inserindo de forma consistente a energia e a força produtiva do estado em novos mercados consumidores.
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