Ucrânia rejeita alívio de sanções à Belaruskali e cobra maior pressão contra a Bielorrússia
Ministro das Relações Exteriores descarta que afrouxamento afaste Minsk da influência russa, em meio a movimentações dos EUA para liberar trânsito de potássio
A Ucrânia posicionou-se firmemente contra qualquer alívio nas sanções impostas a Belarus, rejeitando, em especial, a suspensão das restrições à gigante de potássio Belaruskali. Em coletiva realizada nesta segunda-feira em Kiev, após reunião com a líder da oposição bielorrussa, Svitlana Tikhanovskaya, o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andriy Sybiga, afirmou que eventuais concessões não afastarão o regime de Alexander Lukashenko da esfera de influência da Rússia. Sybiga ressaltou que o país descarta iniciativas para diminuir o cerco econômico e, em contrapartida, avalia propostas da oposição para ampliar os embargos europeus e ucranianos.
A resistência ucraniana ganha destaque diante de informações de que os Estados Unidos teriam solicitado formalmente à Ucrânia, Lituânia e Polônia o cancelamento das sanções para permitir o trânsito do potássio bielorrusso por seus territórios. Em março, Washington já havia excluído de sua lista de restrições a Companhia Potássica Bielorrussa (braço de comercialização da Belaruskali) e a empresa "Agrorozvytok", em resposta a um acordo que libertou 250 presos políticos no país. Apesar da recente flexibilização norte-americana, a União Europeia manteve sua postura e prorrogou unanimemente, por mais um ano, as sanções econômicas e a proibição de importação dos fertilizantes da companhia, medidas que estão em vigor desde 2021.
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