Aviação agrícola movimenta R$ 8 bilhões ao ano; ANAC anuncia nova superintendência no lançamento do Congresso AvAg 2026

Agência destaca redução do tempo de emissão de cadastros para menos de 30 dias e reforça base regulatória para a operação de mais de 14 mil drones de pulverização no país

Publicado em 3 de julho de 2026 às 17:23
Pedro

O papel estratégico da aviação agrícola para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro e os avanços na desburocratização do setor marcaram o lançamento oficial do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg 2026), realizado na terça-feira (16 de junho) em Goiânia (GO). Durante o evento, o diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Cláudio Ianelli, destacou estudos apontando que o segmento movimenta mais de R$ 8 bilhões anualmente no Brasil, sendo uma peça-chave para a competitividade rural.


"Além do apoio ao reflorestamento e ao combate aos incêndios florestais, a aviação agrícola contribui diretamente para o aumento da produtividade e da competitividade das lavouras brasileiras. Em um país de dimensões continentais como o nosso, a rapidez e a eficiência das operações aeroagrícolas são fundamentais para garantir a proteção das culturas em momentos críticos do ciclo produtivo", afirmou Ianelli.


Agilidade nos registros e redução de custos

A modernização dos processos internos da agência foi um dos focos do encontro. Com a transição do antigo modelo de certificação por meio do Certificado de Operador Aéreo (COA) para o novo Cadastro de Operador Aeroagrícola (CDAG), o tempo de emissão da autorização despencou. O processo, que levava cerca de 190 dias em 2025, agora é concluído em menos de 30 dias.


A ANAC também implementou outras simplificações que reduziram diretamente os custos operacionais, como o corte de exigências documentais e a dispensa da necessidade de implementação de um Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO) completo para esses operadores.


Nova Superintendência de Aviação Geral

Para estreitar o relacionamento com o setor, foi anunciada a criação da Superintendência de Aviação Geral (SAG), que deve entrar em operação a partir de agosto de 2026. Segundo o diretor, a nova estrutura demonstra o reconhecimento da atual diretoria sobre a importância estratégica do segmento, permitindo um diálogo mais direto para identificar gargalos regulatórios e aprimorar a segurança operacional de forma contínua.


Avanço dos drones de pulverização

O crescimento exponencial do uso de aeronaves não tripuladas no campo também ganhou atenção com a aprovação do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 100. O normativo estabelece um cenário padrão de risco limitado para as aplicações agrícolas. "Isso possibilita que o setor continue atuando e inovando. Lembrando que hoje são mais de 14 mil drones sendo usados em pulverização, então é muito relevante que o RBAC 100 não seja uma barreira para a expansão do uso da tecnologia nesse setor", explicou Ianelli.


Goiás como polo nacional da aviação

A cerimônia de lançamento ocorreu no hangar da Global Parts, no Aeródromo Nacional de Aviação, às margens da rodovia GO-070, e reuniu empresários e representantes do segmento. O fórum principal do Congresso AvAg 2026 ocorrerá em agosto no município de Goianápolis (GO), a cerca de 40 quilômetros da capital goiana.


A escolha do estado-sede foi enaltecida pelo secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Ramos Longo, que ressaltou a força local do setor: "Goiás tem ganhado destaque nacional e internacional quando o assunto é aviação. O estado ocupa a sexta posição em número de aeronaves registradas".


Fonte: Aeroin.net

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