Colheita do algodão atinge 12,8% no Brasil, mas segue ritmo inferior ao da safra passada

Apesar do avanço semanal, dados da Conab mostram que a retirada da pluma nos principais estados produtores está abaixo dos índices de 2025 e da média histórica.

Publicado em 21 de julho de 2026 às 16:07
Pedro

A colheita de algodão da safra 2025/26 avançou na última semana no Brasil, mas o ritmo das máquinas ainda esbarra em um atraso quando comparado ao ciclo anterior. De acordo com o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atualizado até 17 de julho de 2026, os trabalhos de campo alcançaram 12,8% da área cultivada nos sete principais estados produtores — que juntos respondem por 98% da área nacional.


Na semana anterior (até 10 de julho), o índice geral era de 8,1%. Embora o progresso semanal tenha sido de quase cinco pontos percentuais, o desempenho atual está abaixo dos 16,7% registrados no mesmo período de 2025 (em 18 de julho) e também é inferior à média dos últimos cinco anos, fixada em 14,2%.


Cenário Estadual

A análise detalhada por estado revela que a grande maioria das praças produtoras está operando com atraso expressivo frente ao ano passado. O impacto negativo na média nacional é amortecido, em grande parte, pela estabilidade do Mato Grosso, que detém um peso enorme na área cultivada total.


• Mato Grosso: O estado registrou 8,7% de área colhida, um leve avanço em relação aos 8,4% do ciclo passado, mas ainda um pouco atrás de sua média histórica de 5 anos (9,2%).

• Minas Gerais e Bahia: Apresentam os maiores descompassos anuais. Os produtores mineiros colheram 23% até o momento, menos da metade dos 53% registrados na mesma época de 2025. Já a Bahia avançou de 15% para 21% na última semana, mas segue bem atrás dos 36% do ano passado e de sua média histórica (27%).

• Maranhão e Piauí: Lideram em termos absolutos de área colhida, com 31% e 30%, respectivamente. No entanto, ambos também seguem o padrão nacional de atraso frente ao ritmo acelerado de 2025, quando já marcavam 40% e 46%.

• Mato Grosso do Sul e Goiás: Saltaram para 22% e 27% de colheita, respectivamente. Goiás recuou fortemente em relação aos 42% colhidos no mesmo período do ano anterior.

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