EUA ameaçam destruir infraestrutura do Irã em retaliação a ataques em Ormuz; Teerã promete revide
Presidente Donald Trump promete um ataque a pontes ou usinas para cada navio atingido; Guarda Revolucionária do Irã ameaça alvos regionais dos EUA em resposta.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira que as forças americanas destruirão uma ponte ou usina de energia iraniana para cada navio atacado por Teerã no Estreito de Ormuz. A resposta do Irã foi imediata: de acordo com a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), fontes militares alertaram que qualquer ataque americano resultará em bombardeios contra infraestruturas estratégicas da região, incluindo pontes e instalações de energia vinculadas aos interesses dos EUA. A fonte militar enfatizou a "vontade de ferro" do Irã em exercer sua soberania sobre o Estreito e afirmou que qualquer aposta de Trump terminará em sua "desgraça".
No campo diplomático, as tensões também se intensificaram. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusou o Irã de violar o memorando de entendimento de Islamabad ao atacar navios comerciais em Ormuz, rejeitando a interpretação de Teerã sobre o acordo. Em paralelo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã negou qualquer atividade nuclear na Montanha Pickaxe, acusando os EUA de concentrarem atenção no local apenas como pretexto para uma ação armada. Reforçando o tom belicoso, o chefe do exército iraniano advertiu que as tropas americanas enfrentarão milhões de combatentes preparados caso coloquem "seus pés imundos" em solo iraniano, prometendo resistência absoluta.
Os reflexos operacionais e militares do agravamento da crise já são sentidos em diversas frentes. Três explosões foram ouvidas perto de Sirik, na província iraniana de Hormozgan. Enquanto isso, o exército da Jordânia relatou ter interceptado quatro de seis mísseis lançados a partir do território iraniano; os outros dois caíram em áreas remotas e desabitadas, sem causar vítimas. Diante da rápida escalada, o príncipe iraniano no exílio, Reza Pahlavi, instou a população do país a priorizar sua segurança, com atenção especial às comunidades costeiras do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã, alertando para o risco de propagação generalizada dos ataques.
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