EUA inutilizam petroleiro no Mar da Arábia em nova fase de bloqueio severo contra o Irã
Caça americano dispara mísseis Hellfire contra a chaminé do navio "Belma" após desobediência; ação marca endurecimento do cerco
As forças dos Estados Unidos elevaram drasticamente o nível de força empregado no Golfo de Omã e no Mar da Arábia. Nas primeiras 24 horas após a retomada oficial de seu bloqueio naval contra o Irã, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) neutralizou fisicamente um petroleiro de grande porte em águas internacionais que tentava furar o cerco militar.
O navio atingido foi o Belma, um petroleiro sob bandeira de Curaçau que navegava em lastro (vazio) rumo à Ilha de Kharg, um dos principais terminais de exportação de petróleo do Irã. Segundo o comunicado oficial divulgado pelo CENTCOM nas redes sociais, a embarcação ignorou repetidas advertências de rádio e alertas visuais emitidos pelas forças da coalizão.
Em resposta, uma aeronave militar norte-americana disparou mísseis guiados por laser AGM-114 Hellfire diretamente contra a chaminé da embarcação, inutilizando seus sistemas de propulsão e energia sem afundá-lo. O CENTCOM confirmou que, após o ataque de precisão, o navio foi paralisado e "não está mais transitando em direção ao Irã". No mesmo período de 24 horas, outras duas embarcações comerciais que cooperaram com as ordens americanas foram redirecionadas sem incidentes.
Tolerância zero contra navios em lastro
A ação contundente contra o petroleiro Belma sinaliza uma mudança crítica na doutrina de engajamento da Marinha dos EUA (US Navy). Durante a primeira fase do bloqueio (que durou de 13 de abril a 18 de junho, antes da trégua de quatro semanas), a fiscalização foi considerada irregular e incompleta.
Embora os EUA tenham redirecionado 140 navios e desativado outros nove naquele período, petroleiros vazios que navegavam em lastro frequentemente conseguiam passar pelas patrulhas e atracar nos portos iranianos para carregar petróleo cru. O ataque cirúrgico ao Belma demonstra que o Pentágono adotou uma política de tolerância zero, mirando especificamente fechar essa brecha logística.
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