Rússia prorroga proibição de exportação de gasolina até o final de 2026
Restrições ao diesel serão suspensas gradualmente; país recorre a importações e flexibiliza especificações para estabilizar o mercado interno após ataques a refinarias.
A Rússia estendeu a proibição de exportação de gasolina até o final de 2026, enquanto as restrições aos embarques de diesel serão suspensas de forma gradual "à medida que o mercado se recuperar", anunciou o vice-primeiro-ministro Alexander Novak no dia 25 de julho. A manutenção do embargo visa garantir o abastecimento interno após a intensificação de ataques ucranianos, que paralisaram parte significativa da capacidade de refino russa, provocando escassez de combustível e racionamento em diversas regiões do país. As exportações de combustível de aviação também seguem proibidas até o final de novembro.
Embora o governo aponte que a situação logística está se estabilizando com a retomada das operações em importantes refinarias — como Taneco, Ryazan, Omsk e Moscou —, medidas emergenciais de flexibilização continuam em vigor. No início de julho, a Rússia autorizou temporariamente a comercialização de combustíveis com especificação Euro 3, em substituição ao padrão ambiental mais rigoroso Euro 5, como manobra para garantir a injeção de volumes adicionais no mercado doméstico.
Em paralelo ao contingenciamento interno, a Rússia precisou recorrer a fontes externas para suprir sua demanda. Entre o final de junho e início de julho, o país recebeu no porto de Vitino o primeiro carregamento confirmado de combustível processado na Índia (356 mil barris de gasolina). Além disso, Novak confirmou a formalização de um acordo com o Cazaquistão que permite o envio de excedentes cazaques para reforçar o suprimento russo em caso de necessidade.
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